domingo, 21 de julho de 2013
Confusões dominicais
São sete horas da noite do domingo. O tempo voou como um pássaro veloz. Nada fiz, pouco falei. Conta virtualmente? Ok, então conversei um bocadinho. Ah! Mas como divaguei, pensei em planos, irreais, outros surreais. Imaginação saudável, brincadeiras com os pensamentos.
Chorei um tantinho. Fiquei impaciente, com a vida, com as pessoas. Com aquelas conversas tímidas: "De que tipo de música você gosta?". Preguiça disso, busco mais. Às vezes nem sei explicar, se é que precisa de explicação. Deparo-me com esses papos, momentos de conhecer alguém. Ou saber o que a pessoa quer mostrar. Afinal, pouco dizemos sobre nós nas primeiras conversas. As surpresas ficam pra depois. Primeiro, a sobremesa, depois o prato salgado.
Finjo estar bem, ouço músicas aleatórias enquanto escrevo essas linhas, soltas com força e impregnadas de loucuras. As palavras são fonte de liberdade, mensageiras de um "eu" que deseja gritar. Sonhador. Quer coisas novas. Pra quê? Nem eu sei dizer ao certo.
Novidades sempre trazem frescor, deve ser isso. Ou não. Talvez seja a necessidade de se reinventar. Galgar novos caminhos.
Quantas dúvidas! Desejos imensos. "Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você...". Tocava Marcelo Jeneci quando escapavam as últimas palavras...
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Minutos no Centro
Lembranças de volta. Trechos são recordados com o desnudar de imagens. As visitas à oftalmologista na Rua Martins Fontes com a avó há muitos anos, cenas recentes ali perto, no Teatro de Arena. Tudo colore com histórias e memórias a paisagem do Centro visto em uma segunda-feira, na hora do almoço. Aquele fervilhar de gente, de engravatados a descolados.
Lá estávamos Inês, minha amiga e editora, e eu para um delicioso almoço num restaurante natural. A começar pelo momento, todo o restante foi incrível. Minutos a olhar as tradicionais galerias, dos sapateiros, dos objetos antigos, da São Paulo pouco vista hoje em dia, numa época de lugares glamourosos e requintados. Na calçada, os engraxates, figura esquecida. É... Mas eles ainda estão lá para tornar brilhantes e lustrosos os sapatos de executivos. Na praça, os bares, cafés e restaurantes, de todos os tipos e para todos os gostos.
Andando mais um pouco, vemos o que parece ser outra banca de jornal. Paramos pra ver se vende bilhete único, pois Inês emprestara o seu para o filho caçula. Uma jovem responde que não, sorridente e escondida em meio a tantas revistas. Mas edições antigas, históricas. Que vontade de explorar aquele sebo, pena que o horário não permitia.
No mesmo Centro que me trouxe imagens de infância com cenas contemporâneas, Inês reencontrou uma amiga das antigas, de surpresa. Andávamos em direção ao ponto para pegar o ônibus e retornar à redação quando ouvimos "Inês Pereira!" em alto e bom som.
Era Cecilia uma produtora e que conhecia Inês há bastante tempo. Trocaram algumas palavras em uma energia por demais de positiva, como aquelas que sentimos ao curtir uns minutos flanando pelas ruas da Pauliceia.
E quem disse que a segundona não pode ter momentos alegres?
Lá estávamos Inês, minha amiga e editora, e eu para um delicioso almoço num restaurante natural. A começar pelo momento, todo o restante foi incrível. Minutos a olhar as tradicionais galerias, dos sapateiros, dos objetos antigos, da São Paulo pouco vista hoje em dia, numa época de lugares glamourosos e requintados. Na calçada, os engraxates, figura esquecida. É... Mas eles ainda estão lá para tornar brilhantes e lustrosos os sapatos de executivos. Na praça, os bares, cafés e restaurantes, de todos os tipos e para todos os gostos.
Andando mais um pouco, vemos o que parece ser outra banca de jornal. Paramos pra ver se vende bilhete único, pois Inês emprestara o seu para o filho caçula. Uma jovem responde que não, sorridente e escondida em meio a tantas revistas. Mas edições antigas, históricas. Que vontade de explorar aquele sebo, pena que o horário não permitia.
No mesmo Centro que me trouxe imagens de infância com cenas contemporâneas, Inês reencontrou uma amiga das antigas, de surpresa. Andávamos em direção ao ponto para pegar o ônibus e retornar à redação quando ouvimos "Inês Pereira!" em alto e bom som.
Era Cecilia uma produtora e que conhecia Inês há bastante tempo. Trocaram algumas palavras em uma energia por demais de positiva, como aquelas que sentimos ao curtir uns minutos flanando pelas ruas da Pauliceia.
E quem disse que a segundona não pode ter momentos alegres?
sábado, 26 de janeiro de 2013
A inquietação de sábado à noite
Sábado à noite em casa. Aliás, todo um sábado caseiro. O dia passou, só passou - leve como uma brisa. Sozinho, mergulho inquieto no meu silêncio. Quero fugir da minha companhia por alguns instantes. Buscar vida lá fora. E a coragem de trocar a confortável tranquilidade por um bocado de aventuras? É melhor ficar aqui. Calado, brincando com pensamentos.
Crio um parque de diversões na minha cabeça, a la Lawrence Ferlinghetti. Mas nem tudo é risonho. Sem bem saber o porquê de tanta melancolia, peço respostas. Recebo mais dúvidas. Inquietude, euforia. Estou suando, por dentro e por fora.
O som da TV ecoa sem que eu o perceba. Na sala de estar, crio um espaço à parte, só meu, do "eu" que viaja, entrega-se à (saudável) solidão. Até que horas esse fluxo de reflexões vai? Sei dizer não. Haja disposição para encará-lo! Bem vindo, domingo!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Cochilo dominical
Silêncio dentro de casa, tem ninguém. Uma tarde de domingo serena. A brisa suave entra timidamente pela janela entreaberta da sala. No sofá, o rapaz deita para descansar - um pouco. Os olhos vão fechando e acompanham a tranquilidade do ambiente.
Hora do cochilo. Era para ter durado uma horinha, mas passou disso. E foi tão bom. Dormir na tardezinha dominical é um dos prazeres, talvez dos melhores, da vida. De vez em quando, vale a pena desfrutar desse prazer. Apreciar com moderação (ou não), como sexo, comida e bebidas. E um montão de coisas que deixamos de fazer, colocando culpa na correria do dia a dia. Basta uma tarde de domingo.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Como Kerouac no topo da montanha
"Depois de todo esse tipo de farra, e
ainda mais, cheguei ao ponto em que precisava de solidão e de desligar a
máquina de 'pensar' e 'curtir' o que chamam de 'viver'; tudo o que eu queria
era deitar na grama e olhar as nuvens", escreveu Jack Kerouac no texto Sozinho no topo da montanha.
Me senti um pouco como Kerouac neste fim de
semana. Já era sábado, mas o dia ainda não raiara. O relógio marcava 5h30 e uma
cena se repetia: eu estava em uma estação de metrô voltando para casa após uma
festa. "Tudo muito igual, cansei disso, de baladas, festas, voltar pela
manhã. Será que é um tempo perdido?", pensei, não necessariamente nessa
ordem, tampouco com as mesmas palavras. Sossego era o que queria. Parecia que
toda a badalação havia deixado de ter qualquer significado. Estaria eu mais
velho do que o comum? Ou seria uma crise momentânea, daquelas que logo passam e
no fim de semana seguinte retorna a vontade de sair? Sem certeza, muito menos
respostas para essas perguntas.
O fim do ano se aproxima. Talvez a tranquilidade
seja mesmo um desejo. O silêncio. Vontade de ouvir os sons que vêm da rua,
perder-se em
divagações. Sentir o cheiro da chuva típica de verão. Pensar
um pouco mais na vida: síndrome dos últimos meses do ano. Viagem, a palavra
encantadora e a intenção de colocá-la em prática, seja fisicamente ou em
pensamentos.
Talvez precise dar uma pausa nas saídas
noturnas que se prolongam nas madrugadas. Usar os fins de semana para produzir
e também realmente descansar. Basta ficar na janela, escutar a chuva caindo, o
vento roçar no rosto. Múltiplas sensações num fim de tarde com os olhos
cerrados. Sem música agitada, só com os sons da natureza e da própria
respiração.
Texto escrito no domingo, às 21h30.
Texto escrito no domingo, às 21h30.
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