quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Puro ar de serenidade
Delírio e devaneio. Sopro de êxtase. Ali no Centro, o Teatro Oficina pede espaço, invade aquele ambiente urbano. É contagiante. Rodeado de alegria, esquecemos de tudo. A Antropofagia toma conta. Ave, Oswald! Grande Tarsila! Na contemporaneidade, o gosto do modernismo. A experimentação. Um lugar ao sol.
A volta ao reduto. Sem a pulseira verde, é hora de partir. Imersos na onda fria da Pauliceia Desvairada, sentimos o vento roçar nossas peles. A intensidade nos une. O que fazer? Nada de voltar para casa. Um café para relaxar. Conversas e risadas, ritmos da alegria.
Sem medo do relógio. Deixa o tempo pra lá. No vão livre do Masp, a tranquilidade. Uma pausa para curtir. "E quase como um sonho bom, onde entreter também era brincar...". Mais um, por favor. Acendemos e rimos. A loucura da simplicidade. A sofisticação está nas coisas simples. Aproveitamos.
Uma música ganha vida. Marcelo Jeneci e sua "Felicidade". Puro ar de serenidade. Onde estava o frio? Àquela altura, nem sentia o vento gelado. Conversas e devaneios aqueciam. Sem mais. Aliás, com mais. Com alegria. E sem. Sem preocupações. É isso. A melhor coisa é não pensar em nada.
A lua brilha. Nuvens brancas, quase laranjas. Ou será outra cor? Sem pensar. E o feriado acabou. A madrugada caminha lentamente. Agora é hoje ou ontem, talvez amanhã. "Tão longe...", a música toca. O silêncio e só o barulho do teclado. O respiro também. Bom é terminar o texto sem fim, com reticências. Assim, ó...
domingo, 24 de abril de 2011
Num desses encontros casuais
domingo, 6 de março de 2011
Uma viagem sem sair do lugar
Enquanto alguns pulam e cantam no Sambódromo paulista, e outros mais dançam ao som baiano em torno de caminhões musicais, muitas pessoas dormem. Me poupo disso, afinal é Carnaval. Uma rima solta, jogada nessas linhas que escrevo sem sono. Lá fora, a escuridão soma-se ao silêncio. É irônico saber que a poucos metros, talvez quilômetros, o som ensurdece a região do Anhembi. A mim, sobra o canto do nada dizer, ausência de falas, ruídos e sons.
Talvez uma viagem resolvesse isso tudo. Uma loucura momentânea, experiência de horas. Delírio da madrugada, vontade instintiva de sair por aí. Sem rumo, nem documento. Sentir prazer, sangue na veia, calafrios pelo corpo. Quando penso que o sábado passou, sumiu, fugiu, virou poeira no vento que cala o silêncio da noite, só me descrevo em uma palavra: desanimado. Sofro pelo domingo que está aí, iniciando firme e forte. Não, não é um domingo qualquer, penso eu. Uma saída melhoraria qualquer sombra de tristeza em mais um dia que promete ser cinzento. O nublado me entristece, seca minha boca, traz consigo angústia ao meu coração.
Queria ficar acordado para desfrutar do dia que começa. Ao máximo. Prazer ilimitado. Sensações mil, adrenalina multiplicada pelo maior valor que existir. Se é que existe, dizem que os números são infinitos. São com eles que contamos o tempo, amigo fiel em alguns momentos; pobre traidor em outros. Longe de mim querer dominar o que foi denominado como relativo. Mas bem que ele poderia parar por instantes. O domingo, a segunda e terça poderiam ter, sei lá, 40 horas cada um. Seria o suficiente para me preencher. Ou não.
Ainda nesta noite parcialmente fria, calada - sombria, por que não? -, sou tomado por uma consciência estranha. Meus dedos fluem no teclado ao mesmo tempo em que um pernilongo se aproxima. Delírio ou realidade? Não consigo mais distinguir. Queria que alguns devaneios fossem reais. Ficaria feliz também se alguns fatos fossem delírios, meras ilusões. Como se eu pudesse comandá-los, à força de uma vontade que não está dentro de mim.
Coloco uma música, evito ligar novamente a televisão. Cansei de alegorias, mestres-salas e porta-bandeiras, coreografias, baianas e bateria. Um som mais suave é melhor que isso tudo neste momento. Essa noite tão introvertida clama por reflexões. Nada filosofal, nem existencial. Pensamentos de planos, projetos para o domingo que logo mais contará com um céu claro, limpo e ensolarado. Ilusão, sonho? E se chover? Dane-se, preciso aproveitar ao menos um dia neste Carnaval. Vamos aos planos, começar uma viagem agora. Aqui, sentado, ouvindo sons variados. Buenos dias.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Não custa experimentar
Misto de loucura e tranquilidade. Uma reflexão em meio a sentimentos frenéticos. De volta à realidade, percebe-se que o tempo voa. Relógios, parem! Somente por instantes. Alguns momentos são inesquecíveis e não perecíveis ao tempo, fiel escudeiro em certas situações, inimigo em outras. Recordar é viver. Mas para relembrar, antes de tudo, é preciso saber viver. Não importa como, onde e quando, só saiba. Eis uma aventura, um dia, turbilhão de emoções. Sangue correndo na veia.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Carro bate em poste e provoca apagão
O relógio marcava 22h20 no último domingo (06). Em uma rua próxima da Avenida Engenheiro Caetano Álvares, um carro aumentou a velocidade e, descontrolado, bateu de frente com um poste de iluminação. Imediatamente, o quarteirão de parte de um bairro na zona norte ficou sem luz. Alguns segundos depois, as luzes das ruas próximas acenderam novamente, apagando-se logo em seguida. A pane assustou os moradores da região, que saíram de suas casas desesperados em busca de informação do que havia ocorrido.
Por volta das 22h30, nas ruas sem iluminação, era observado o congestionamento de carros. E de pessoas. Vizinhos conversavam uns com os outros e trocavam as informações que tinham. Na rua onde aconteceu o incidente, os ocupantes do carro permaneciam estagnados. O susto tomou conta do motorista e do único passageiro que havia no veículo. De acordo com informações, eles não sofreram lesões físicas.
Minutos depois do ocorrido, a movimentação diminuía. As pessoas souberam que ninguém havia morrido. De alguns indivíduos, pude ouvir ainda algo assim: "Mas ninguém morreu, não é?". Como se a morte fosse o único elemento de um incidente ou uma batida de carro. Outros ainda reclamavam do apagão que os impediu de continuar certas atividades que realizavam, ou até mesmo não os deixou assistir ao jogo da seleção brasileira sub-20. E aquelas pessoas no carro, como estariam? Isso não preocupava muito os moradores.
Com o passar do tempo, via-se alguns indivíduos voltarem para suas casas, já sem esperança do retorno da energia elétrica no final da noite de domingo. "Ixi. A luz só volta amanhã. Até a Eletropaulo vir", comentavam. Outros eram mais otimistas: "Daqui a pouco, tudo volta ao normal", profetizavam. Naquele momento, as palavras da maioria dos moradores expressavam diversos sentimentos, da resignação à revolta.
Eletricidade: vivemos sem ela?
No entanto, poucos devem ter parado para pensar em algo importante. Como a energia elétrica é fundamental na atualidade. Após o apagão, as casas não só estavam na escuridão, como as pessoas não tinham acesso a nenhum equipamento eletrônico, obviamente. Restava à maioria telefones celulares, alguns já com a bateria próxima de descarregar.
O fato ocorrido mostrou o quão essencial é a eletricidade nas cidades, tornando o exemplo de proporções maiores. Basta lembrar do apagão que aconteceu recentemente no Nordeste brasileiro e deixou moradores sem luz. Outra situação semelhante ocorreu em 2009, quando estados da região Sudeste também ficaram sem iluminação por conta de uma pane no fornecimento de energia elétrica da usina de Itaipu.
Para fechar a noite
Quando boa parte dos moradores da região estava dormindo ou se preparando para descansar, os mais atentos ouviram um forte barulho. Descobri naquele mesmo instante, por volta das 0h30, que dois carros haviam se chocado, provocando um acidente em um cruzamento. Sem o auxílio dos faróis nas duas direções, ambos os veículos aceleraram e não conseguiram impedir o choque. De acordo com informações, os ocupantes dos carros não sofreram ferimentos graves.
E assim terminou a noite de ontem, agitada para os moradores das ruas que cruzam a Engenheiro Caetano Álvares e a Avenida Casa Verde.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
It's friday!
Às 10h em ponto, estava pisando no chão do local de trabalho. Mas alegre e saltitante, afinal o final de semana se aproximava. Nas primeiras horas de serviço, nenhuma novidade. O futuro jornalista só não esperava por certos causos, se é que assim chamamos determinadas situações. Curiosas, de primeiro momento. Provocadoras de tensão, no minuto seguinte.
Quando tudo corria bem, o pânico tomou conta. Mãos esfriaram, o coração gelou. Afinal, o que houve? Nada de grave, uma pasta sumiu do computador. Sem preocupações, ok? Engana-se quem pensou assim. Os documentos contidos naquela bendita pasta desapareceram da rede! Caso não fossem encontrados, quase um ano de trabalho seria jogado no lixo. Porém, não estamos lidando com papeis, o que significa que aqueles arquivos tinham 0,01% de chances de serem recuperados. O que falei sobre a cara do sujeito: pânico, certo?
Naquele instante, o calor que entrava pela janela do 13º andar não aliviava o misto de fúria, tensão e tristeza. E o pior de tudo: a inconstante hora do almoço (ele almoçava em horários diferentes em cada dia) estava próxima. Bom, pelo menos a alimentação poderia trazer conforto à mente daquele indivíduo que se viu isolado em meio a uma sala com dez pessoas. Não, não. A comida passou seca pelo estômago. A cada instante em que olhava para o computador e observava a ausência da bendita (naquela altura, já tinha virado maldita) pasta, seu corpo parecia cada vez mais ser coberto por uma geleira.
Todos voltaram do período sagrado do almoço. O jovem resolveu fazer uma ligação que completaria um trabalho importante. Quando balbuciou as primeiras palavras ao telefone, ouviu vozes no fundo. Sua atenção voltou-se para o que ocorria ao redor. Pediu desculpas ao rapaz com quem falava e disse que ligaria após alguns instantes. Com um misto de raiva e alegria, colocou o telefone no gancho. Mas, afinal, o que o sujeito ouviu? Adivinhem!
A pasta. Quando escutou falarem "A pasta do fulano está naquela pasta do cicrano", sentiu vontade de gritar. Sentiu desejo de pular. Porém, só riu. E quase chorou. Quis sair correndo, não conseguiu. Só pôde comemorar e, sim, voltar ao trabalho. Retomar a ligação que teve de desligar por conta daquele fato incrível. Talvez ele até fosse veiculado no portal de notícias mais atualizado, aqueles em que "sobem" notícias numa fração de minutos.
Por falar em notícias, o jovem futuro jornalista ainda ganharia o dia. Sua sexta-feira seria contornada por um acontecimento memorável. Não, ele não ficou sabendo sobre outro desaparecimento de pasta virtual. Somente conquistou uma entrevista para um grande veículo paulistano. E o frio? Sumiu por completo. Precisou até ligar o ar condicionado da sala para aliviar o calor que sentiu ao conseguir tal feito. Contou para todo mundo, exerceu seu lado jornalista mais louco e estranho, talvez o mais normal: a mania de sair divulgando por aí uma informação.
E quando o relógio marcava 17h45, fechou o dia. Efusivamente, deixou o local de trabalho, com a missão diária cumprida. Aliás, mais que cumprida. Numa sexta-feira doida, experimentou de tudo: do gelo presente no nervosismo ao calor da emoção positiva. Correu para casa. Só faltou gritar, com toda força possível: It's friday! Foi a primeira frase que disse (e escreveu) ao começar o dia. E que dia!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Aventura do não-pensar
O mundo lá fora é veloz. A agitação, busca de soluções rápida também vem até mim. Mas não é o que quero hoje, no penúltimo dia de 2010. Um pouco de sossego, onde consigo? Preciso de respostas rápidas assim como o desenrolar das ações do espaço globalizado.
Fuga? Não, é demais para mim. Horas a fio de sono também não é uma boa alternativa. Vamos à próxima. Sair por aí sem destino certo? Eis uma oportunidade interessante. Falta-me coragem. Será necessária ou basta um impulso, interrogo.
Sobram dúvidas. Restam incertezas. Faltam decisões. É disso que necessito: uma boa dose de agressividade, misturada com uma pitada de espírito aventureiro. Vamos tentar? Experimentar é a alma do negócio. O que mais quero e preciso nas horas derradeiras deste ano e nas primeiras de 2011.Correr o risco surge como uma grande chance.
A madrugada silenciosa junta-se à escuridão aqui neste quarto. Meu desejo agora era sair sem rumo. Vontade impelida, afinal ainda temo. Tenho um futuro para zelar. Por outro lado, meu espírito de jornalista me chama pra novas experiências.
Hoje, não vou depender. Não quero ouvir, nem falar. Ver e observar acima de tudo. O momento pede silêncio, é o que lhe dou, então. Sairei pelas ruas. Destino? Minha rota está em branco, completarei ao longo do caminho. Quero impressões, sons, cheiros desta cidade onde vivo. Da qual quase não desfruto.
Não basta sair por aí. Clamo por minutos de silêncio absoluto. Não quero nem ouvir minha voz. Tão somente escutar os sons naturais, da vida, do meu interior. Nada de sentimentalismos, apenas ouvir a voz que pede por um breve descanso. Sossego que ainda não veio e infelizmente impedi. Detalhe: minhas férias estão no final. As decisões tornam-se urgentes, então.
São quase 3 horas da manhã, ou já passou e nem vi. Não importa, sinto o prazer de escrever tudo isso. Para alguns, meras palavras combinadas. Para mim, expressão libertadora. Golpe mortal nas raízes de meu sofrimento. Arma contra o ócio entediante. Escudo que me protege e fortalece. O texto me dá energia.
Me perdi. Respiro fundo, deito a cabeça no travesseiro. Os olhos não fecham, sou forte, estou forte. Uma pausa. Penso em dormir. E rumo para a concretização do meu pensamento. Boa noite! Vou começar já minha aventura em direção ao não-pensar.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Casualidade paulistana
Incrivelmente, um lugar vago para me acomodar. Penso que o vento soprará forte em meu rosto. Ledo engano. Continuo sofrendo com as gotas de sudorese. Nem a fresta da janela alivia aquele insuportável calor.
Dentro do 971-A, a cena é cotidiana. Mas nem tanto. Ao chegar na Alfredo Pujol, o ritmo de paradas aumenta e mais pessoas descem. Até aí tudo normal. Ou não. Alguns indivíduos saem do ônibus, se despedem do cobrador e dizem "bom trabalho!". Algo comum? Não. Infelizmente, não. O que houve, então? Pois é, caros amigos. O Natal está próximo, parece que as pessoas tornam-se mais afetuosas. Vale um comentário: poderia ser sempre assim, ou não?
Na penúltima parada, mais uma cena curiosa: o cobrador para uma passageira e faz uma brincadeira: "Metallica? É uma das poucas pessoas que gosta de Metallica". Pronto, começou ali uma conversa até o ponto final, passou pelo empréstimo do mp3 (ou algo semelhante, não sei) com as principais canções do grupo de Rock (ou algo parecido, não curto o que eles gostam, enfim).
Ao descer, ainda ouvi as despedidas: "Obrigado pelas músicas, bom trabalho". "Tchau, querida!". Se tivesse mais pontos de parada, aquela conversa se alongaria. Fruto da casualidade paulistana, das relações sociais inusitadas e apercebidas na gigante São Paulo. Foi assim que duas pessoas se conheceram no período pré-Natal.
E eu? Segui meu caminho, a tarde me reservava horas de cantoria e boa música ao lado de amigos. Também frutos da casualidade paulistana, mas de longa data, companheiros da época do ensino médio.
Agora, pronto para dormir, me preparo para mais aventuras na metrópole. É quinta-feira, antevéspera do Nascimento de Jesus.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Trabalhadores de cada dia: eles querem mais "pão"
E esse post, qual a finalidade dele? Restabelecer contato com o blog tão somente? Em véspera de Natal, tudo fica tão alegre. Parece que as pessoas tornam-se amorosas de um dia para outro. Problemas jogados para o ar. Só se for para alguns.
O mundo não para. Vai nas estações de Metrô, veja a correria, a loucura. Hoje mesmo, a linha vermelha ficou paralisada por mais de quatro horas. Clima de Natal? Como já disse, só para alguns. Quem? Eu, você...? Não, para eles.
Trabalhadores árduos, ganham seu "pão" por meio de labuta sofrida. Visitam com uma frequência impressionante o ambiente de trabalho. Foi o ano deles: Copa do Mundo, Eleições e muito, muito trabalho. Em Brasília, deram o suor em 2010. E, por isso, querem o quê? Adivinhem! Um pequeno aumento, afinal as despesas no final de ano são altíssimas.
Presentes para todos da família, do neto ao primo da esposa. Aviões, jatos, passagens aéreas, jóias, pequenos "mimos", enfim. O tempo é de festa, o clima, de descontração. Eles dizem: venha a nós o dinheiro dos mais de 190 milhões de brasileiros! Para ter uma ceia mais feliz e farta.
Enquanto isso, do outro lado, pessoas sofrem com a ausência. Gente debaixo da ponte, pedindo um prato de comida. Esse é (e será) o Natal de muitos brasileiros. Na passagem do dia 24 para o dia 25, os trabalhadores árduos comerão do bom e do melhor. Sim, sem tirar nem por.
E em 2011, assistiremos à chegada da primeira mulher presidente do Brasil. Grande coisa. Lula vestido de fruto do mar do gênero feminino. Preparemos, então, o champagne, os fogos de artíficio! Viva o Brasil, país de tantos (e para poucos)!
sábado, 28 de agosto de 2010
Pequena história e reflexões
2002, ou antes. É nesse ano, talvez tardiamente (ou não), que a paixão pelo futebol começa. Com ela, vem o gosto por revistas e jornais.
A rotina naquela época: ir às bancas quase todos os dias. Jornais e revistas sobre o esporte mais apaixonante eram reservados para aquele garoto de 10 anos.
Aos poucos, o vínculo com os periódicos torna-se mais forte. A ponto até do menino, um gordinho chamado de “CDF” na escola ou nerd, ter ciúmes daquele monte de folhas de papel, consideradas por ele valiosas, verdadeiras jóias.
Um certo dia, o ciúme possessivo pelas revistas se revelou forte, intenso. A audácia do irmão pequeno do garoto. O menininho rasgou uma página. Ihh, rapaz… Só pôde ser ouvido o choro, lágrimas escorriam. Misto de raiva e tristeza, fúria e angústia.
Esse foi só um exemplo. O menino começava a criar relações mais próximas com tudo aquilo. Até que cresceu. Raízes mais fortes. No colegial, a descoberta ficou mais clara.
Meados de 2006. A certeza: o jornalismo. Por quê? Até hoje, a resposta objetiva e racional é, de certo modo, parcial.
Sim, você não errou ao ler. A pequena história contada acima é minha. Foi assim que a paixão pelo jornalismo criou raízes, está crescendo cada dia mais. Frutos? Torço por muitos. Pequenos? Não, grandes, maduros e bem sólidos.
Até onde vai? A imensidão é menor, só isso pode ser dito.
Viver o jornalismo é, atualmente, buscar respostas e encontrar mais perguntas. Questões e mais questões. Dúvidas, fruto da procura por mais conhecimento.
E para isso, utilizo-me das mediações, conceitos que aprendi (e venho aprendendo) na vida, a escola sociocultural do mundo inteiro. Cada dia, corro atrás de mais textos culturais para minha vida, eles tecerão minhas experiências.
Ser flâneur, antes de tudo: um observador atento. Ser jornalista, sempre: um observador atento misturado com indivíduo curioso, indagador e questionador. Sem dúvida, um profundo louco pelo que faz.
Ainda não conheço por completo (aliás, nunca conhecerei) o mundo jornalístico. Mas o que já conheço me faz amar. E viver cada dia para amar mais. O resto são reflexões. Sobra o famoso “etc”.
sábado, 31 de julho de 2010
Início de madrugada
Sim. Não. Os problemas das contraposições, sabe? O que sabemos? É infinitamente menor do que imaginamos.
Imaginar? O criar da alma. Busco respostas. Sou muito exigente? Experimente. Ou não. Olha a negação aqui de novo. Que me importa?
Que se dane! Fui feito para isso. Aliás, fomos. Sabia? Olha só o tal do saber mais uma vez. Só sei que nada sei. Parafraseio, fazemos isso toda hora.
Quer saber? Não enlouqueci. Já nascemos todos loucos. Tchau!
domingo, 18 de julho de 2010
E o Verdão amarelou contra o Avaí; no Pacaembu, deu Timão
Na estreia de Felipão como treinador, os palmeirenses fizeram uma boa partida. Porém, não souberam segurar o ímpeto da equipe adversária. O Avaí foi melhor em campo e criou as melhores oportunidades. Foi mais eficaz e marcou os gols.
Até mais da metade do segundo tempo, o jogo estava empatado. O Palmeiras tinha aberto o placar no primeiro tempo com Gabriel Silva. Caio empatou para os catarinenses e Robinho virou o marcador. Logo no início da etapa final, Kléber empatou para o Verdão em cobrança de pênalti.
E de tanto buscar as alternativas, o Avaí chegou ao desempate. Na penalidade máxima, Deola defendeu, mas Caio pegou o rebote e colocou os catarinenses novamente à frente do placar. E um tempo depois, Roberto recebeu lançamento de longa distância, driblou Deola que havia saído mal do gol e mandou para o fundo da rede. Placar decretado na Ressecada e primeira derrota de Felipão no comando do Palmeiras. Começou bem...
Por falar em começar bem, o Corinthians iniciou melhor contra o Atlético-MG. Jogou bem a maior parte do jogo, mas não teve objetividade nas conclusões.
O gol da vitória demorou a acontecer. E só ocorreu após um chute de Bruno César que desviou no zagueiro atleticano. A bola morreu no centro do gol, enganando o goleiro Fábio Costa. Vitória suada no Pacaembu e o Timão permanece na liderança do Campeonato Brasileiro.
OUTROS DESTAQUES - 9ª RODADA - JOGOS DAS 16H
O Flamengo conquistou mais uma vitória. O clube carioca derrotou o Atlético-GO, lanterninha da competição, por 1 a 0.
Quem também venceu seu compromisso foi o Internacional, que bateu o vice-líder Ceará por 2 a 1. Dentro de casa, os gaúchos foram melhores e garantiram o resultado positivo, segundo consecutivo.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
“Eu perdi a posição de titular para grandes jogadores, como Gérson e Rivellino”
Ele talvez tenha sido um dos jogadores brasileiros com mais sucesso no futebol equatoriano. Estamos falando de Francisco José Paes, conhecido no Equador como “Pepe” Paes. O ex-meio-campista começou na Portuguesa de Desportos, onde atuou co
Em sua casa no bairro do Tucuruvi, Paes concedeu essa entrevista, na qual o ex-jogador fala sobre a carreira na Lusa, os títulos no futebol equatoriano, além de comentar sobre sua passagem pela Seleção Brasileira e os desafios para conseguir uma vaga na equipe brasileira titular.
Muito cedo (risos). Quando a gente ganha a primeira bola da família, principalmente a pessoa que gosta do futebol, já começa a se apaixonar pela redonda [a bola]. Então, eu poderia dizer que essa paixão veio do berço.
Como o senhor entrou na Portuguesa de Desportos?
Quando eu jogava na várzea, algumas pessoas me viram atuar e me indicaram para a Portuguesa. Então, eu fiz um teste, mas não passei por uma peneira, nas quais hoje aparecem milhares de jogadores. Como disse, fiz o teste, fui aprovado e comecei minha carreira na Lusa.
Enquanto o senhor jogava futebol, tinha outra atividade profissional paralela?
Durante o tempo de jogador, não. Mas para começar a jogar futebol [Paes cita que na época os jogadores não eram bem renumerados e, inclusive, as famílias pensavam que ser jogador de futebol era ser “malandro”, vagabundo], tive que primeiro me formar em torneiro mecânico. Nesse momento, meus pais me deixaram praticar o esporte. Quando cheguei à Portuguesa, passei a ser remunerado, e meu salário era de acordo com o que eu recebia na época em que trabalhava na fábrica como torneiro mecânico.
Qual foi seu melhor momento no clube?
O ano com melhores condições na Portuguesa foi em 1966. Fizemos uma boa temporada. Depois, fui chamado para a Seleção Brasileira em 1967, um momento muito marcante na minha carreira. No entanto, devo manifestar novamente que o melhor ano na Lusa foi em 1966.
O senhor lembra-se de algum jogo ou gol em especial que marcou sua carreira na Lusa e, especificamente, no ano de 66?
Hum (pausa). Um jogo que mais marcou, principalmente pela torcida que estava a nosso favor no Parque Antártica, foi contra o Santos. Se a gente ganhasse, automaticamente o Palmeiras seria campeão. Então, eu fiz um gol, ganhamos de 1 a 0, o que deu o título ao Palmeiras. Foi uma vibração muito grande no Parque Antártica (risos). Mas era mais torcida do Palmeiras que da Lusa. E isso ficou marcado, porque inclusive depois os diretores do Palmeiras me presentearam com um relógio de ouro.
O senhor comentou que jogou pela Seleção Brasileira. Qual foi a sensação de atuar com a amarelinha?
Olha (pausa). Eu só participei do elenco que ganhou a Taça Rio Branco. Só joguei alguns amistosos, como a partida contra o Gre-Nal [combinado especial de alguns jogadores das equipes de Grêmio e Internacional] em Porto Alegre. Nesta época, a Seleção tinha uma base que era o Cruzeiro, um time muito bom, o meio-campo formado por Wilson Piazza, Tostão e Dirceu Lopes. Então, foram eles que atuaram mais. O trabalho que dirigentes e treinadores fazem na Seleção mostra ao garoto que aquilo é uma passagem, mas uma passagem na qual ele tem de esforçar-se cada vez mais. Porque chegar à Seleção é fácil, o difícil é se manter. Assim, para mim foi muito difícil, fui perdendo a posição. Por mais que você se esforce, há outros que são melhores na época. E eu perdi a posição de titular para grandes jogadores, como Gérson e Rivellino. Portanto, não tenho do que reclamar.
Como foi jogar ao lado de craques, como Tostão, Piazza e outros?
Quando você joga ao lado de craques, o seu futebol fica mais claro, porque você entrega a bola “quadrada” e recebe redonda (risos). Então, jogar com o Tostão era muito fácil, porque o “baixinho” tinha uma facilidade com a bola nos pés.
E o Pelé?
Não... Com o Pelé eu não joguei. Eu lembro que houve uma Seleção Paulista de Profissionais, na qual eu estava, para a qual ele foi convocado, mas não jogou porque estava machucado. Mas o difícil mesmo era jogar contra ele (risos). Porque você não sabia o que ele ia fazer. Outro jogador complicado de marcar foi o Maradona, contra o qual também atuei posteriormente. São pessoas predestinadas a jogar futebol e difíceis para marcar.
O senhor jogou em muitas oportunidades contra o Pelé e o Maradona?
Hum (pausa). Lembro de um episódio muito curioso. Jogávamos contra o Santos no Pacaembu, nosso time [a Portuguesa] era muito veloz e começamos a partida ganhando. Fizemos 1 a 0, depois 2 a 0. Até aí, o jogo não estava tão difícil. Mas eu me lembro que o Leivinha [meia da Lusa] resolveu fazer a “graça” de meter a bola entre as pernas do Pelé (risos). Ixi... A torcida aplaudiu muito a jogada do “Leiva”. O que aconteceu, porém, foi que acordou “as feras” [referência aos bons jogadores do Santos na época, como Pelé, Pepe, entre outros]. No final, o placar foi de 4 a 2 para os caras [equipe do Santos]. Então, foi difícil porque não vimos mais a “cor da bola”. Posso dizer que aquele jogo ficou marcado...
E contra o Maradona?
Contra o Maradona só joguei em duas oportunidades. Primeiro, em um amistoso pelo Barcelona (Equador) contra o Argentinos Juniors, time em que ele atuava na época. E o segundo também foi um amistoso, só que contra o Boca Juniors, equipe em que jogava o Maradona no momento. Foram dois empates: o primeiro em 1 a 1 e o segundo, 2 a 2. Mesmo assim, os jogos foram difíceis, porque os times que faziam amistosos vinham para “dar espetáculo” e não estavam muito preocupados com o resultado, nem com a equipe adversária.
Já falando sobre essa etapa no Barcelona (do Equador), como foi a mudança para outro país?
No começo, foi bem difícil, pois fui sozinho e deixei a família. Lembro que já estava preparado para voltar, era emprestado pela Portuguesa ao Barcelona, quando a família chegou lá. Tive que me adaptar ao novo ambiente, ao futebol equatoriano, o que demorou cerca de um ano. No início, disputei a Taça Libertadores, fui bem e os dirigentes resolveram me contratar em definitivo, comprando meu passe. Economicamente, não houve muitas vantagens, porque eu recebia praticamente o mesmo valor que ganhava na Portuguesa. Não era como é hoje em dia, em que os jogadores ganham bem e deixam o futuro garantido.
O senhor lembra-se de algum episódio polêmico que presenciou na Portuguesa ou no Barcelona?
Na Portuguesa, não me lembro de nenhum momento polêmico. Agora, no Equador... (pausa e risos). Eu passei dez temporadas lá e não houve uma semana em que não tivesse confusão. A gente chegou até a fazer greve porque não tinha material esportivo para nós treinarmos. Tinha também a pressão, que era muito grande, já que o Barcelona era um time bem popular. Foram momentos complicados, pelos quais consegui passar com muito esforço.
O senhor finalizou a carreira de jogador aos 36 anos. Depois disso, passou a atuar como treinador?
Sim. Em 1984, eu participei de uma partida de despedida no Equador e voltei para o Brasil. Tentei a carreira de treinador, como outros ex-jogadores. Não foi muito fácil no início, eu sempre corri atrás de times pequenos, do interior paulista. Mas ser treinador de futebol foi difícil. Após tentar a carreira de técnico, passei a ser professor de escolinhas de futebol, serviço com o qual trabalho até o momento.
Não poderíamos deixar de falar da Copa do Mundo na África do Sul. Para o senhor, qual a seleção favorita para conquistar o Mundial?
Eu vejo como favoritas as seleções que já conquistaram Mundiais. Dessa forma, eu colocaria Brasil, Itália, Alemanha, Inglaterra, Argentina. As outras seleções, como a Holanda, que sempre desponta, mas nunca conseguiu nada, e a Espanha, que está despontando agora e todos estão comentando, eu não confio. Isso porque, quando chega o momento de decidir, a camisa pesa. Jogos entre a Espanha e as seleções de Argentina, Alemanha, Itália e Brasil acredito que a seleção espanhola não conseguirá vencer. Não será campeã contra essas seleções.
E o que o senhor achou da polêmica convocação do técnico Dunga, e a inclusão de jogadores que pouco atuaram, como o atacante Grafite?
Temos que lembrar que não é só o Dunga que convoca, o auxiliar Jorginho e outras pessoas influenciam na decisão. O treinador, o auxiliar, o supervisor, toda a comissão trabalhou três anos e meio para montar a seleção, não foram dois ou três dias de preparação. Então, eu respeito o trabalho do Dunga, principalmente se analisarmos pelos resultados conquistados por ele e pela Seleção na preparação para o Mundial.
Quais as principais diferenças entre o futebol daquele tempo e o de hoje?
O futebol de antigamente era mais técnico. O jogador aprendia as formas de dominar a bola, driblar etc. O que aconteceu, como tudo na sociedade, foi uma evolução. Hoje, existe uma metodologia para o treinamento de jogadores de futebol. Primeiro, as preparações médica e física, que estão relacionadas. Depois, as preparações técnica e tática, e, por fim, a preparação psicológica. Quando falamos de preparação médica, entra o trabalho de nutricionistas, fisiologistas e outros profissionais da área. E a preparação física exige profissionais especializados, como treinador de goleiros. Na minha época, não tinha muito isso e os treinadores selecionavam os que tinham melhor disposição técnica. Era um futebol técnico e com pouca preparação física e médica. Hoje em dia, o futebol é mais físico, mais “contato”
Como é a sua vida hoje em dia: hobbies, rotina...?
Hobbie, que um dia foi profissão, será sempre jogar futebol. E também assistir a partidas na televisão, o que algumas pessoas não gostam muito [faz sinal para a esposa]. O futebol sempre vai estar dentro da gente.
(FOTO: MEU ARQUIVO)
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Dia sem Copa do Mundo
Efeito Copa é vicioso. Os primeiros dias (ah, muito bons!), três jogos. Era como beber no café da manhã, banhar-se de álcool com um prato de comida. E, no café da tarde, deliciar-se com mais um copo de puro vício. A comparação pode ser exagerada. Mas vale, creia nisso. Assistir a jogos de futebol cria um vício tremendo. São doses estupendas de emoção, gritos de gol, estrondosos sons (as vuvuzelas explicam melhor essa parte)...
... essa é a Copa da África do Sul. Mas como é viver sem ela por dois dias? Um martírio, valho-me aqui novamente de um toque exagerado. Só quem ama futebol compreende. Quem não ama, um dia amará e entenderá esse vício, penetrante e intenso.
Como dizia, a quarta-feira (sim, ontem!) foi diferente dos últimos dias. Não só pelo sol escaldante, visto por mim da janela entreaberta. Mas, principalmente, por conta da programação na televisão. Até mesmo a rotina foi distinta: às 11h, estava ainda dormindo, perfeito em minha cama, roncando (toque de realce, diga-se de passagem), afinal o sono era profundo. Essa cena não aconteceu nos dias anteriores. Levantava cedo, as partidas da Copa tinham horários marcados.
Quando o relógio marcou 15h30, veio a pergunta reflexiva: "Qual o jogo de hoje?". Fiquei sem resposta. Óbvio. Continuei meu dia atípico: li capítulos de "Rede Globo - 40 anos de Poder e Hegemonia" para um trabalho da faculdade, e páginas de "A Sangue Frio", do excelente Truman Capote. Mas, espera aí: e a Copa do Mundo? Fez falta nesse segundo dia de férias. Sua ausência provocou um vazio. E esse vazio terá presença hoje.
Como faço? O jeito é esperar a sexta-feira. O segundo dia desse mês de julho. Ele reserva mais emoções. As vuvuzelas voltarão a tocar. O som das arquibancadas ecoará novamente. A Copa retornará imponente. As quartas de final prometem. Só espero que esses dois dias durem. Não quero que o domingo chegue logo. Por dois motivos: primeiro, não terá Copa; segundo, o show do Roupa Nova já terá passado.
A madrugada se alonga e escrevo essas linhas. O intuito? Com mero propósito de combinar palavras. O som delas ecoa forte, tal qual as vuvuzelas na África do Sul. Que venham as quartas de final: estou a sua espera...
Corra e abrace
Certo dia, a Avenida Paulista foi tomada por um pequeno grupo de estudantes. Eles ofereciam, como podia ser visto em placas penduradas em seus pescoços, “abraços gratuitos”. Janaína andava apressadamente até ser abordada pelos jovens. Fingiu que não viu e apertou os passos mais e mais.
Um número enorme de pessoas passava como ela, recusando a oferta. Umas poucas davam stop nos problemas por brevíssimos segundos e aceitavam o gesto de carinho descompromissado.
Distante de lá, Fabiana e Julio se conheciam melhor. Ambos, estudantes; ela, de jornalismo; ele, de direito. Os dois haviam sido apresentados um ao outro por um amigo em comum. Marcaram o segundo encontro naquela tarde. Conversaram por horas. O relógio marcava cinco e meia da tarde, os dois aproximaram os corpos e envolveram-se em um abraço.
O magnetismo se fez presente como um imã, a intimidade cresceu entre os jovens. Depois do gesto, o beijo complementou as emoções. Mas o elo já estava criado, e fora a partir de um abraço. Eis a importância do sinal, um código de sentimentos.
Naquele mesmo instante, Pedro comemorava seu aniversário de 30 anos. O rapaz foi abraçado por muitas pessoas. Mas os gestos não foram iguais, simples contatos físicos e mecânicos. Cada um representou certa emoção, uma diferente da outra.
Ao entrelaçar-se com seu pai, o sentimento de amor ganhou força. Os dois reviveram abraçados, durante aquele minuto de carinho, momentos históricos. Pedro disse:
- Meu velho, lembra de quando brincávamos no parque perto de casa?
O pai respondeu:
- Claro, meu filho. E me diga se você tem a recordação de sua festa de aniversário de 18 anos? Que momento especial aquele, hein, garoto?!
Ali, abraçados, pai e filho comentaram vários episódios de suas vidas juntos. Era uma mistura de emoções diferentes, proporcionadas por aquela troca de energias. O código do abraço teve efeito mais uma vez, aproximou e revelou muitos significados.
Em cada lugar, um sentido diferente. Naquele mesmo dia, dos “abraços gratuitos” e das situações vividas por Pedro e seu pai, Fabiana e Julio, ocorreu à noite o velório de Janete. A mulher deixou na Terra somente uma filha. Ela compareceu e alguns poucos familiares vieram de longe para prestar a homenagem.
A maioria abraçou a filha de Janete tão forte, mas tão forte, que a reconfortou. O abraço teve uma importância tremenda, representou um gesto de respeito, um sinal de carinho.
É incrível como o abraço tem várias funções. Em velórios, eventos religiosos, aniversários, encontros amorosos... O sinal é ligação íntima, entrelaçamento de realidades. Um abraço coletivo, por exemplo, é um “mar de energias”, confluência de mundos diferentes em um só centro. Mas o gesto de abraçar é cada vez menos frequente.
Corre-se pra lá e pra cá, é estresse, falta de tempo etc. Assim não tem jeito! E o abraço, onde fica? Está em período de pré-extinção.
Qual o futuro do abraço? O mesmo do “Olá, tudo bem?”, repetido diariamente pelas pessoas em suas relações sem qualquer reflexão? Não sei ao certo, mas deixo a dica: abrace, doando energias, pois você também as receberá.
Façamos isso, antes que o abraço saia de cena por tempo indeterminado... Ou vire gesto mecânico e automático.
E você, meu leitor, abraça com frequência?
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Rodada do Brasileirão e despedida da Seleção
O tricolor tem quatro pontos na tabela e quer o resultado positivo para encostar nos líderes. Já o Verdão tem a possibilidade de assumir a liderança caso derrote o arquirrival. Para isso acontecer, a equipe alviverde tem de torcer por uma derrota do Corinthians.
Por falar em Corinthians... A equipe do técnico Mano Menezes encara o Grêmio Prudente fora de casa. Invicto ainda no Brasileirão, a meta é continuar com aproveitamento máximo nas rodadas iniciais. Sempre vencendo e, contraditoriamente, não convencendo.
Mesmo assim, a equipe alvinegra tem grandes chances de sair com um resultado positivo do estádio Prudentão. Isso porque vai enfrentar um Grêmio que ainda não embalou no campeonato e ocupa posições intermediárias com somente três pontos conquistados.
Na mesma situação que o Prudente está o Fluminense. A equipe carioca precisa de um resultado positivo nesta quarta para figurar entre os 10 melhores. O Flu encara o clássico contra o Flamengo, que tem cinco pontos, mas amarga ainda a eliminação na Taça Libertadores.
A rodada ainda contará com outras grandes partidas, como Cruzeiro x Botafogo e Grêmio x Avaí. Você pode me perguntar por qual motivo elegi Grêmio x Avaí como um grande jogo.
Eu te respondo: pelo simples fato de que o clube gaúcho ocupa a 18ª colocação com 1 ponto somado, enquanto o Avaí está na vice-liderança com sete pontos. Será uma briga de grande contra pequeno. No sentido contrário.
>> Enquanto isso na Seleção Brasileira de Dunga... A comissão técnica e todos os jogadores que participaram dos treinos em Curitiba farão nesta quarta uma visita ao presidente Lula.
Os convocados se encontrarão com o presidente e depois viajarão para a África do Sul. A CBF confirmou um amistoso contra a Tanzânia, no próximo dia 7, na capital Dar El Salaam, ainda com horário indefinido. Já a outra partida de preparação contra o Zimbábue ainda não foi confirmado pela entidade brasileira.
Agora, me pergunto: será proveitoso disputar jogos preparatórios contra duas seleções do porte? Enquanto o Brasil joga contra esse "naipe" de equipes, seus adversários buscam amistosos mais difíceis. Isso terá influência no desempenho brasileiro na Copa? É um aspecto a ser pensado e refletido...
terça-feira, 25 de maio de 2010
Linha amarela do Metrô inaugura duas estações
Nesta terça-feira, o Metrô de São Paulo inaugurou duas novas estações da linha amarela, Faria Lima e Paulista.
Como futuro jornalista, fui ao local acompanhar o primeiro dia de funcionamento das recém-lançadas estações. Acompanhado dos colegas do curso de Jornalismo, Gabriel Carrasco e Mario Sergio, pude observar alguns aspectos.
Ao entrar na estação Paulista, nota-se um real aperfeiçoamento na infraestrutura, com melhorias notáveis se compararmos com as outras linhas da rede metroviária paulistana.
Aproveitamos a oportunidade da viagem gratuita entre as novas estações. Externamente, os trens possuem portas modernas. Do lado interno, percebe-se um número p
equeno de assentos reservados para deficientes físicos, idosos e gestantes. Tal aspecto representa o primeiro fator negativo das novas linhas metroviárias.No momento em que saíamos da estação Paulista, após fazer viagens nos dois sentidos, um flagrante: uma escada rolante quebrada. Quando tudo estava bem, apareceu o primeiro(observado por nós) problema.
E o melhor da inauguração, ou pior se pensarmos bem: na hora em que chegamos, já havia ocorrido a festa de lançamento das estações. Perdemos a melhor parte, com chuva de papeizinhos, discursos. O velho recurso de "alegrar o povo" exatamente no ano eleitoral. Eles só não contavam com uma escada rolante quebrada, emperrada em pleno dia de inauguração. Fica o alerta para as próximas festividades!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Tensão entre as Coreias
Apoiada pelos Estados Unidos, a Coreia do Sul impôs uma retaliação comercial à Coreia do Norte como forma de protesto. O presidente sul-coreano exige desculpas por conta das ações cometidas pelos norte-coreanos.
Enquanto os norte-americanos buscam ajudar seus aliados, a China permanece indecisa. Não sabe se continua apoiando a Coreia do Norte ou se vai para o lado dos Estados Unidos. Crescem as especulações acerca de uma possível guerra entre os dois países asiáticos.
O presidente sul-coreano já solicitou à Organização das Nações Unidas uma punição contra a Coreia do Norte por conta do ocorrido.
Vamos acompanhar aqui no Fatos todos os lances dessa disputa coreana.
Corinthians lidera invicto no Brasileirão
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Show de Telejornalismo
O seminário contou, inicialmente, com uma breve exposição sobre a história do Telejornalismo no Brasil e a introdução das novas mídias nos programas da Rede Globo de Televisão. Foram destacadas as contribuições de Tadeu Schmidt e Tiago Leifert na criação de novos estilos e linguagens inovadoras. Sem dúvidas, ambos os jornalistas têm um grande papel nesta mudança no jornalismo da emissora.
Em seguida, Vanessa mostrou algumas pesquisas sobre os veículos de comunicação. Um levantamento da "Máquina da Notícia" revelou que o rádio é o meio de comunicação de maior credibilidade, seguido pela Internet, que chega a ter mais credibilidade que a televisão. Outro aspecto ressaltado foi a introdução das redes sociais como meios de informação, o que é válido, porém deve ser analisado criticamente. Ou seja, o jornalista tem a responsabilidade de verificar e apurar o que está sendo veiculado como notícia. Esse é, sem ressalvas, o ponto-chave desta questão atualíssima.
Ao final da primeira parte do seminário, Vanessa Riche deu destaque ao jornalismo esportivo, área na qual trabalha. Ressaltou, por conseguinte, a importância do futebol e a superioridade deste em relação às outras modalidades esportivas, chamadas no jargão jornalístico esportivo de "educação física".
Por fim, o destaque do evento foi a encenação de uma edição do programa "Tá na Área", apresentado pela jornalista no SporTV. Alguns participantes selecionados interpretaram comentaristas e repórteres, simulando cobertura de jogos. Um momento brilhante, uma grande aula de Telejornalismo. É o exercício da profissão visto ao vivo, com todos os elementos dos bastidores. Verdadeiro show de jornalismo! Muito obrigado, Vanessa Riche!